Uma série de reivindicações consideradas prioritárias para o desenvolvimento da Região Missioneira foram apresentadas por lideranças políticas, comunitárias e representantes de setores produtivos, com foco em melhorias nas áreas de transporte, infraestrutura, segurança pública e apoio ao meio rural.
Entre as principais pautas está a garantia permanente do transporte escolar para os alunos da Escola Técnica Estadual Achilino de Santis, abrangendo tanto os roteiros urbanos quanto as localidades do interior. Também foi solicitada a readequação do Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar (PEATE), levando em consideração a realidade dos municípios missioneiros, especialmente em relação às grandes distâncias, extensão territorial e elevados custos do transporte rural.
Na área de infraestrutura viária, uma das demandas destacadas é a construção de um trevo no entroncamento da BR-285 com a RS-176, em Santo Antônio das Missões, visando ampliar a segurança no trecho e reduzir riscos de acidentes. Outro pedido importante refere-se à implantação de uma faixa de acesso ao Parque de Exposições Lindolfo Jacques Ourique junto à BR-285, facilitando o fluxo de veículos durante eventos e atividades agropecuárias.
As lideranças também defendem a continuidade e conclusão da pavimentação da ERS-176 até o município de Garruchos, além da manutenção permanente do trecho de Passo Novo, considerado essencial para o deslocamento da população e escoamento da produção regional.
Outro tema amplamente debatido foi a necessidade de recuperação, ampliação e modernização da BR-285, reconhecida como corredor estratégico para o desenvolvimento econômico e logístico da região.
Na segurança pública, foi solicitada a ampliação do efetivo da Brigada Militar em Santo Antônio das Missões, bem como o fortalecimento das ações de combate ao abigeato, crime que segue causando prejuízos aos produtores rurais.
O setor agrícola também esteve entre as prioridades apresentadas. As reivindicações incluem apoio do Estado às pautas de crédito rural, medidas para enfrentamento do endividamento agrícola e articulação política em defesa do Projeto de Lei nº 5.122/2023, relacionado à securitização das dívidas rurais.
As lideranças ainda cobraram a ampliação das políticas públicas de combate à estiagem, com incentivo à irrigação, reservação e manejo da água no meio rural, diante dos impactos recorrentes da seca na produção agropecuária.
Outro ponto defendido foi a atualização e desburocratização da legislação das agroindústrias familiares, buscando fortalecer a produção local e ampliar oportunidades de comercialização para pequenos produtores.
Por fim, foi solicitada a revisão dos critérios utilizados para homologação de decretos de emergência climática, especialmente no que se refere à exigência de comprovação de dano humano direto, considerada um entrave para o reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelos municípios atingidos por eventos climáticos extremos.