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UFRGS abre Estação Experimental para aproximar ciência, campo e bubalinocultura
17/08/2026 07:39


Segunda edição do Porteiras Abertas reuniu público em Eldorado do Sul e contou com atividades ligadas aos búfalos como um assado de carcaça inteira oferecida pela Ascribu e ABCB

A Estação Experimental Agronômica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Eldorado do Sul (RS), abriu as portas neste sábado (15) para aproximar a comunidade das atividades de ensino, pesquisa e produção desenvolvidas no local. Na segunda edição do Porteiras Abertas, a bubalinocultura ocupou espaço entre as atrações, com apresentação do rebanho da universidade e um assado de carcaça inteira de búfalo, além de atividades voltadas à divulgação da produção de leite, carne e derivados. O evento reuniu mais de 1,5 mil pessoas. 

Para a zootecnista e representante do Grupo de Estudos de Bubalinos da UFRGS (Gebu), Vitória Leite Di Domenico, a presença da espécie no evento permite mostrar que a atividade vai além da produção de carne. O grupo mantém na Estação Experimental um sistema voltado ao leite de búfala e reúne estudantes e profissionais de diferentes áreas. “O nosso objetivo da produção do rebanho aqui é o leite, mas também é muito importante divulgar essa parte da qualidade da carne”, destaca Vitória.

A aproximação entre criadores e universidade foi decisiva para que esse trabalho pudesse avançar. O vice-presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), Raphael Gonçalves, participou diretamente desse processo e, como produtor da  Búfalas do Pampa, cedeu animais para a formação do plantel da UFRGS. A iniciativa contribuiu para a constituição de um rebanho registrado e, posteriormente, para a ampliação da base genética disponível na Estação Experimental. 

A experiência do produtor se soma à participação da entidade na divulgação da espécie em atividades abertas ao público. No Porteiras Abertas, a associação levou ao evento a proposta de apresentar a carne de búfalo de uma forma diferente, utilizando uma carcaça inteira no preparo do assado. “A UFRGS, sendo um centro de excelência em formação de técnicos, veterinários, agrônomos e zootecnistas, hoje tem um plantel significativo que foi fruto dessa parceria entre a associação e a universidade”, afirma Gonçalves.

A parceria também tem produzido conhecimento que ultrapassa a formação diretamente ligada à produção animal. A vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), Desirê Möller, destaca que a presença dos búfalos nas universidades permite que a espécie seja estudada por diferentes áreas e transforma os rebanhos em estruturas permanentes de pesquisa. “Ao longo desses oito anos que existem animais na universidade, foram feitos mais de 60 trabalhos científicos, entre trabalhos de conclusão de curso, mestrado, doutorado e extensão”, ressalta Desirê.

A dirigente cita ainda outras instituições que mantêm aproximação com a ABCB, entre elas a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade de São Paulo (USP) e a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp, em Botucatu. A estratégia, segundo ela, é ampliar esse movimento para outras universidades e levar o estudo da bubalinocultura para diferentes áreas do conhecimento, incluindo medicina, nutrição, agronomia, zootecnia e medicina veterinária.

Para a reitora da UFRGS, Marcia Cristina Bernardes Barbosa, que participou do evento,a abertura da Estação Experimental cumpre uma função que vai além da realização de um evento. A iniciativa permite mostrar à sociedade o conhecimento produzido pela universidade e sua aplicação direta em atividades ligadas ao campo. “É super importante mostrar para a população gaúcha que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul produz conhecimento que ajuda a agricultura, a pecuária e a vida desse nosso Estado”, afirma.

A aproximação com a comunidade é justamente um dos objetivos do Porteiras Abertas, que utiliza a estrutura da Estação Experimental para apresentar pesquisas, produção agropecuária e atividades de extensão. Para Márcia, levar esse conhecimento para fora dos espaços acadêmicos também ajuda a mostrar a dimensão da universidade pública e sua relação com a sociedade. “É uma oportunidade para a população conhecer o quanto a gente está na fronteira do agronegócio, da pequena agricultura e da agricultura familiar”, completa a reitora.

Autor: Rádio Fronteira Missões

Fonte: AgroEffective

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